CEO, seja o farol para a inovação e seja o maior motivador da sua equipe

O CEO precisa agir como um farol para a cultura de inovação. Entenda como se posicionar e inspirar seus colaboradores.

Se você perguntar o que é inovação para 10 pessoas que trabalham na mesma empresa, você vai ouvir 10 respostas diferentes. Cá entre nós, como você define inovação? Você acredita que as pessoas que trabalham com você compartilham exatamente o mesmo conceito?

Não escrevo com o objetivo de defender um conceito inovador sobre inovação. Nem conservador. Moderninho também não. Acredito que inovar é criar benefícios. Mas talvez você acredite que inovar é buscar maneiras mais vantajosas e seguras de fazer as coisas. Inovar, para você, também pode ser desenvolver uma embalagem super diferenciada para o produto que sua empresa vende.

Neste momento, caberia escrever sobre o conceito de horizontes H1, H2, H3 da inovação e sua importância para identificar oportunidades ao explorar o futuro sem descuidar da qualidade competitiva do seu modelo de negócio atual. Porém, trazer conceitos avançados sem preparar as pessoas, processos e principalmente a liderança, tem contribuído apenas para alcançar resultados abaixo do esperado.

Meu objetivo é chamar sua atenção para o fato de a inovação ser muito mais do que um conceito ou adoção de modelos. É essencial ter um conceito de inovação claro e compartilhado por todos da organização, mas ouso dizer, que mais importante ainda, é reconhecer que inovação é uma estratégia que só entrega resultado se a sua existência brotar em uma cultura organizacional fértil.

Se estratégia é sobre o “como” atingir uma meta, seja ela de crescimento ou de competitividade, inovação é sobre o “como” continuar vivo e com resultados acima da média. Sem esse entendimento por todas as pessoas da empresa, ou seja, todos conscientes da sua contribuição individual e como time, você deixa de maximizar o valor que a cultura de inovação pode proporcionar em sua plenitude.

A empresa não muda, quem promove as mudanças são as pessoas.

O nome Blockbuster deve estar lá no fundo da sua memória, mas Netflix convive com você no aqui e agora. Mais do que existir, uma empresa tem que se preocupar em como se transformar, mas não só por necessidade. Além de ser boa no que faz, uma empresa deve ser capaz de explorar o futuro. Isso mesmo. Assim como a Netflix fez e continua fazendo. Quando eu escrevo empresa, por favor, entenda pessoas. São elas que fazem as mudanças, transformações e evoluções acontecerem.

Quando você proporciona condições para as pessoas dizerem e opinarem sem receios, muitas oportunidades surgem. Parece óbvio, mas é muito comum a principal liderança ficar surpresa com a clareza e qualidade das sugestões vindas de quem está na linha de frente com a barriga no balcão. Quantas pessoas trabalham com você? Cem, mil, cinco mil? Imagine o potencial para ir além do cumprimento das suas tarefas e desenvolver ideias criativas aplicadas ao negócio com foco no futuro? Para que isso se torne realidade, é preciso existir um ambiente adequado no qual sintam-se livres, seguras, incentivadas e reconhecidas.

Fato não é achismo.

Com uma base composta por três mil respondentes e crescendo, o Innoway, uma plataforma de dados e inteligência para a evolução da cultura de inovação, reúne não só dados, mas opiniões, sugestões e desabafos sobre a realidade vivida e muitas vezes não dita por meio de análises quantitativas e qualitativas.

como funciona a metodologia de inovação do innoway

Compreender a empresa pelo olhar das pessoas possibilita ter precisão sobre a realidade e é isso que temos trazido à tona nos assessments para ajudar empresas a evoluir a maturidade da cultura de inovação. Nossa base mostra claramente que as pessoas – aquelas mesmas – que dão seu tempo em troca de um salário, precisam ter uma relação diferente das que possuem com o trabalho hoje. Fica a dica de que elas querem, almejam, ou melhor, estão sedentas por uma empresa que proporcione espaço para serem intraempreendedoras.

Ser intraempreendedora é ser uma pessoa engajada e disposta a ter uma atitude proativa em um ambiente propício para que a criatividade seja estimulada e reconhecida. O conceito de intraempreendedorismo traz à tona o senso de conexão com a organização, realização profissional e criatividade. Temas que combinados, aumentam a capacidade de inovar.

Há uma diferença enorme entre administrar um negócio para que ele dure e trabalhar para que ele seja evolutivo. O que isso quer dizer na prática? Em primeiro lugar é preciso desenvolver profissionais intraempreendedores com capacidade de trabalhar de maneira integrada e colaborativa. Só a partir desse primeiro movimento será viável promover transformações e adaptações para solucionar desafios complexos com agilidade.

Inovação muito além do departamento de inovação.

O que inovação tem a ver com isso? Tudo. Inovação é muito maior do que um grupo de profissionais em um departamento dentro da empresa, pensando em como fazer um produto ou serviço melhor. É sobre cada indivíduo e seu potencial intraempreendedor para melhorar processos, identificar oportunidades e prover melhorias para os clientes, ou até criar ideias e opções viáveis para um novo modelo de negócio lucrativo no futuro.

Uma empresa não pode estar, ela precisa ser. Não pode estar fazendo inovação, ela precisar ser inovadora. São as atitudes, comportamentos, incentivo e reconhecimento por parte dos líderes, bem como o equilíbrio entre aprendizagem organizacional, resultado e relacionamentos confiáveis, respaldados pela segurança psicológica, que fazem a inovação constituir a essência da cultura organizacional.

É um desafio muito grande ser uma empresa feita por pessoas criativas, inovadoras e com potencial para explorar o futuro sem negligenciar a eficiência no presente. Essa missão só alcança resultado se o CEO inspirar, orientar, guiar, delegar e liderar um movimento permanente de evolução cultural, no qual a inovação não é um fim, mas um modo de pensar, decidir e agir dentro de uma estratégia organizacional capaz de envolver todas as pessoas.

O CEO precisa agir como um farol para a cultura de inovação. Criar times integrados para o benefício do mútuo coletivo e reconhecer que todas as pessoas importam igualmente e têm tudo que precisam para construir algo muito maior do que elas mesmas.

Precisa motivar e estimular a diversidade para construir conexões com diferentes visões, intepretações e ideias, bem como desenvolver a coragem em situações difíceis. Muito mais do que conceitos, é o propósito que direciona sua liderança sem renunciar aos valores e princípios que sustentam o peso da cultura de uma empresa inovadora.

Sem ser um farol para a inovação, qualquer conceito servirá apenas para sustentar discursos sem resultados práticos em meio aos desafios complexos.

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